Notícias

COP30 | Racismo Ambiental: Um Tema Sensível e de Extrema Significância

13/11/2025

Na COP30, em Belém, um dos debates que ganha força é o enfrentamento ao racismo ambiental — um tema sensível, estratégico e de extrema relevância para quem atua na agenda climática e urbana no Brasil.

O conceito, já reconhecido por organismos internacionais e amplamente estudado por instituições como Fiocruz, Ipea e CIDH, refere-se à desigualdade na distribuição dos impactos ambientais.

Populações periféricas seguem sendo as mais expostas à poluição, escassez de áreas verdes, falta de saneamento, vulnerabilidade climática e riscos urbanos.

Trata-se de uma dimensão estrutural da crise ambiental contemporânea e que integra diretamente os ODS 10, 11, 12 e 13.

Para os clubes sociais, que administram grandes áreas verdes e desempenham papel importante no tecido urbano, esse debate se traduz em responsabilidade e oportunidade.

Os clubes podem atuar na promoção de justiça ambiental por meio de:

- Governança e ESG com diretrizes de inclusão e transparência;
- Programas ambientais e educativos voltados a escolas públicas e projetos comunitários;
- Parcerias com cooperativas de catadores e iniciativas alinhadas à PNRS;
- Projetos de reflorestamento, arborização e uso eficiente de água e energia;
- Ações culturais, esportivas e formativas que ampliem acesso e integração.

A mensagem que ecoa nesta COP30 é clara: não existe transição climática justa sem enfrentar desigualdades ambientais.

A presença do Sindi Clubes na COP30 reforça que o setor tem compromisso com a agenda climática internacional e entende que não há transição ecológica justa sem enfrentamento ao racismo ambiental.

Este é um passo importante para ampliar o impacto positivo dos clubes, fortalecendo seu papel social e alinhando sua atuação às melhores práticas de sustentabilidade, contribuindo para cidades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis.

Edoardo Guglielmi, Diretor de Sustentabilidade do Sindi Clubes na COP30 Brasil em Belém-PA

TODAS AS NOTÍCIAS